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quarta-feira, 1 de setembro de 2010



Sagrado Coração de Jesus e de Maria

Estamos refletindo um pouco sobre a Devoção do Sagrado Coração de Jesus que é solenemente celebrado hoje em toda a Igreja. Não foi uma pessoa que instituiu esta devoção como vimos em artigos anteriores, foi o próprio Deus que quis esta devoção, pois Deus bem sabe da nossa necessidade de estarmos enxertados neste coração.
Hoje quero refletir também sobre o Sagrado Coração de Maria que como entrelaçado ao Coração de Jesus se torna uma devoção necessária para nossa caminhada espiritual.
Certamente, Nossa Senhora vem pedir reparação ao Santíssimo Coração de Jesus, porque também ela sofre ao ver o seu filho sendo tratado com tanto desprezo e indiferença pelos homens que continuam a não ouvirem a voz de Deus e da Mãe que pedem reparação.
Os dois Corações de Jesus e de Maria estão entrelaçados um ao outro, e ambos sofrem juntos pelas ingratidões com que Eles são tratados, e é por isso que os dois corações precisam ser reparados.
Esta surdez dos homens fez com que Deus utilizasse mais uma vez da Virgem Maria para falar aos homens da necessidade de conversão e de uma vida consagrada a Deus que por meio de Santa Catarina de Laboré, em 1830, um século e meio depois da aparição em Paray-le-Monial à Santa Margarida Maria, em plena Guerra Civil na França, Nossa Senhora na sua missão de colaborar no plano de Salvação aparece desta vez na Rue du Bac, em Paris, a humilde Catarina que nos conta: “Era o sábado, antes do primeiro domingo do Advento, às cinco e meia da tarde. Depois da leitura da meditação, em grande silêncio, pareceu-me ouvir um ruído ao lado da tribuna; tendo olhado para este lado, percebi a Santíssima Virgem. Estava de pé, vestida de branco aurora, os pés apoiado numa bola, de que só via a metade; nas mãos, elevadas a altura do peito, trazia um globo que sustentava num gesto muito natural, com os olhos erguidos para o Céu… O seu rosto era de tal beleza que não poderia descrever. De repente percebi anéis no seus dedos, cobertos de pedras preciosas, umas maiores e outras menores, que lançavam raios, uns mais belos que os outros. Enquanto eu me embevecia em contemplá-la, a Virgem abaixou os olhos, fixou-os sobre mim e uma voz interior me falou: - Este globo que vedes, representam o mundo inteiro, especialmente a França… e cada pessoa em particular.
Aqui não sei exprimir o que senti, nem como era belos e deslumbrantes, os raios que via! A voz disse-me ainda: - Estes raios são o símbolo da graças que derramo sobre as pessoas que as pedem.
Neste momento não sei onde estava… Formou-se um quadro oval em torno da Santíssima Virgem, onde estavam escritas com letras de ouro estas palavras: - Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós. - E uma voz disse-me: - Fazei cunhar uma medalha conforme este modelo. - Todas as pessoas que a trouxerem ao pescoço receberão grandes graças; as graças serão abundantes para os que a trouxerem com confiança. - Algumas pedras preciosas não reluziam. - Estas pedras que permanecem sombrias representam as graças que se esquecem de me pedir.
No mesmo instante, o quadro pareceu voltar-se e vi o reverso da medalha: a letra “M” encimada por uma cruz, e em baixo, dois corações, um coroado de espinho e um outro transpassado por uma espada. Pareceu-me ouvir uma voz que me dizia: - O M e os dois corações dizem bastante! -. Maria, Jesus… dois sofrimentos unidos para nossa redenção.” (S. Catarina de Labouré, “A santa do Silêncio”).

São dois corações unidos pela nossa redenção. São dois corações que sofrem pela ingratidão dos homens no mundo inteiro. São dois corações que clamam por reparação, por alguém que ao menos, venha lhes consolar.
Recordemos, que, na 1ª Aparição em Fátima, 13 de Maio de 1917, Nossa Senhora pergunta aos Pastorinhos: “Querem oferecer sacrifícios, e suportar todos os sofrimentos que Deus os enviar, em ato de reparação pelos pecados com que Ele é ofendido e de súplica pela conversão dos pecadores?” (Memórias da Ir. Lúcia)
Marcelo Pereira

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